Inspirada pelo filme Sociedade dos Poetas Mortos, que só vi pela primeira vez no último domingo, quando
matava o tempo procurando algo interessante de canal em canal. Dormi pensando
na influência que exercem algumas pessoas que passam pelas nossas vidas e o
poder que temos, diariamente, de exercer influência na vida das pessoas.
Quando eu estava na 5ª ou 6ª série, uma professora da
história e bailarina, a Catarina Lima Lopes, organizou um evento para a escola
e resolveu me ensaiar para uma apresentação de dança. Ela disse na época que eu
tinha postura de bailarina e motivada por ela procurei um curso de ballet.
Dancei ballet clássico por 8 anos e foi nesse período que me apaixonei pela
arte. Fiz curso de teatro, aulas de canto, me despertei para a beleza das
expressões artísticas em todas as suas formas e hoje não consigo viver se não
for cerca de arte.
No segundo grau, tive uma professora de geografia, a Rejane
Lima Lopes, apaixonada pelo que ensinava. Ela fazia das aulas de geografia um
grande momento de debate e compreensão sobre as questões sociais. Suas aulas
fortaleceram em mim a ideia, que eu já tinha, de fazer uma faculdade na área
social. Acabei me decidindo por jornalismo, profissão pela qual sou
completamente apaixonada. Sempre soube que ela teve grande influência nessa
decisão e na minha forma de pensar a sociedade.
Já na faculdade, tive aulas com a Relações Públicas, Valdirene
Cássia, e acho impossível passar por ela e sair sendo a mesma pessoa. Hoje
quando visito qualquer cliente com segurança de que posso fazer e executar um
bom plano de comunicação eu tenho vontade de escrever “dedicado a Valdirene
Cássia” no final do trabalho. Sempre que critico um release com o termo
“maiores informações”, a imagem de repúdio da Cássia a essa errônea expressão
vêm a minha cabeça. Um exemplo da riqueza de zelo com que ela nos ensinou a
trabalhar.
Hoje, Catarina é assessora jurídica na Defensoria Pública do
Estado e trabalha no Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da
Mulher. Rejane continua ensinando jovens a pensar, nas salas de aulas do
Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Tocantins e também do Colégio
Olímpo, em Palmas. Cássia, ainda é a estrela do Centro Universitário Luterano
de Palmas e continua fazendo da sala de aula uma verdadeira experiência do
mercado.
Todas são apenas profissionais, ganhando seus sustentos e
vivendo a vida. O que as tornou diferente, foi o amor pelo que fazem e a
consciência de que temos o poder de influenciar positivamente ou negativamente
as pessoas ao nosso redor. Não são mártires, são apenas pessoas comuns como eu
e você, mas que hoje podem ter o prazer de dizer que tiveram participação nas
conquistas de muita gente por ai.
Inspirada por pessoas assim, começo essa semana pensando no poder que temos em nossas mãos diariamente. Nossa família, nossos colegas de trabalho e até mesmo pessoas que conhecemos rapidamente. Todas elas estão nos observados, avaliando nossas atitudes e buscando algo em que se espelhar. Essa não é uma reflexão sobre agradar aos outros, longe, muito longe disso. É uma conclusão de que nosso pensar, nosso falar, nosso agir está sempre marcando de alguma forma a vida de alguém.
Qual marca quero deixar nas pessoas que estão hoje na minha vida? Como quero ser lembrada por elas no futuro? Seja lá o que você desejar é uma coisa que você deve começar hoje mesmo.

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